Lendo o excelente "História do Cristianismo" de Bruce L. Shelley, me deparei com uma frase que me chamou a atenção.
Foi enquanto ele falava sobre os fariseus, essa "casta" religiosa da sociedade judáica da época de Cristo. Os fariseus seguiam à risca os ensinamentos das Escrituras Sagradas: jejuavam duas vezes por semana, davam o dízimo de absolutamente tudo que eles ganhavam, etc.
A frase é a seguinte:
"A falha desse indivíduo (um fariseu citado) estava na exaltação que fazia de si mesmo e no olhar cruel que tinha em relação aos outros. Os fariseus se consideravam os únicos justos e viam aos demais mortais sob uma rígida condenação".
É engraçado porque: eu não consigo ler essa frase e não fazer uma ligação direta com muitas das pessoas religiosas que eu conheço.
Isso se aplica a qualquer tipo de radicalismo religioso.
Ser radical demais cega o entendimento e só leva as pessoas à intransigência e à discórdia.
Essas últimas duas coisas estão muito longe dos ensinamentos de Cristo sobre amor e respeito.
***
Eu acho muito interessante, sobretudo em meio religioso, falar de respeito.
O respeito é base do amor, essência suprema de Deus. Afinal, o que Jesus veio nos ensinar aqui na terra é isso: amor, respeito e humildade.
Mas o que é precisamente o respeito?
É bem verdade que existem muitas maneiras de se encarar o respeito.
Na Máfia Cosia italiana, o gigante respeito ao padrinho (o “cappo”) é baseado num temor absoluto ao seu poder. A pessoa que está sob proteção do padrinho desfruta de muitas vantagens mas também sabe que ao menor deslize, sua vida pode ser a única forma de pagamento. Também muitos são os casos de pessoas que conseguiram reunir poder suficiente para poder passar por cima do padrinho, matá-lo, e ser, por sua vez, o padrinho respeitado por todos.
Esse tipo de respeito definitivamente não é o respeito do qual veio nos falar Jesus Cristo.
Jesus nos apresenta o respeito como base do amor... Como parte constituinte do amor!
Porque para se amar é preciso antes de tudo respeitar. E para respeitar é preciso antes de tudo amar.
Para respeitar alguém, é preciso, antes de tudo, que você encare aquela pessoa como se fosse seu irmão. Talvez um irmão complicado, chato, brigüento, difícil de suportar...
Mas um “irmão”!
Aquele de quem você tem orgulho, aquele de quem você acredita em sua capacidade humana, aquele que pode ser pior em algumas coisas do que você, melhor em outras, mas que é absolutamente igual perante os nossos pais.
***
Eu gosto muito de falar de “respeito” numa determinada situação que é a do “confronto de idéias em assuntos religiosos”.
Estamos eu e uma pessoa discutindo sobre uma idéia, um assunto. E mais: um assunto que para ambos é muito importante e mexe muito com as nossas emoções.
Eu tenho uma posição muito clara sobre esse assunto e essa pessoa também. No entanto nossas posições diferem. São contrárias uma à outra.
No final, após um clima tenso e talvez até desagradável, quando nenhum dos dois abriu mão de sua posição, eu, bastante tocado com este assunto, convicto de que ele está errado e lamentando que meu caro amigo não tenha ainda “enxergado a verdade”, digo: “tudo bem... você faz o que você quiser. Eu respeito”.
“Eu respeito”?!!
Como assim?
De que forma eu o estou respeitando?
Primeiramente: “Você faz o que você quiser”?
Claro que ele faz o que ele quiser!!
Quem sou eu para definir o que ele pode fazer ou não? Quem sou eu para ter que abençoar ou não a atitude dele?
Isso está absolutamente fora do meu alcance e do meu poder!
Se eu interferisse nisso eu estaria transgredindo regras e espaços que não são meus.
E o respeito não se faz por apenas “tolerar a religião do outro", por poder fazer algo de errado e não fazer...
“Não fazer errado” não é mais do que nossa obrigação a todos!
“Respeitar” é algo interno a mim mesmo.
Mesmo absolutamente convicto da minha posição, eu tenho que estar convicto também de que há a possibilidade concreta do outro estar certo e eu estar errado!
Mas como???!!
“Eu não consigo imaginar outra possibilidade de isso estar certo!”
Claro que eu não consigo! Senão eu não estaria convicto de que minha posição é a única correta.
No entanto, devemos ter a humildade de admitir que, como disse Shakespeare pela boca de Hamlet, “há muito mais coisas entre o céu e a terra do que jamais alcançará nossa santa sabedoria!” E que, portanto, não temos condições de certificar por completo, por mais que para nós mesmos esteja certificado, de que algo é o que afirmamos ser no mundo espiritual!
Temos a obrigação de admitir que algo pode nos fugir e que o posicionamento do outro pode sim estar correto de alguma forma, embora eu não consiga sequer vislumbrar a veracidade dele.
Por sinal, o próprio conceito de “certo” e “errado” é algo bastante complexo e muito relativo. Basta ler filósofos como Karl Popper e Friedrich Nietzsche para ver como o conceito de “verdade” é complexo e variável.
Quando eu era menino, eu assistia Peter Pan e era Peter Pan de um lado e o Capitão Gancho do outro. Era o Rei Leão de um lado e o tio malvado Scar do outro...
Lembro-me muito bem de uma vez que estava assistindo um filme “de adulto” com o meu pai e me espantei ao ver o “mocinho” fazer algo de caráter duvidoso.
E eu perguntei ao meu pai: “Pai, mas ele não era bonzinho?”
E ele me respondeu: “Meu filho, no mundo dos adultos, a gente vê que nunca as pessoas são completamente boas ou completamente más”
Respeitar alguém é respeitar suas idéias.
E não podemos respeitar uma idéia se temos a convicção a 100% de que ela esteja errado.
Posso ter convicção da minha idéia e a idéia do outro ser absolutamente antagônica à minha. Isso nos levaria por dedução à conclusão de que a outra idéia deva ser absolutamente errada.
Mas não é assim que funciona!
Não há respeito nesse último caso!
O escape para isso é admitir humildemente que a minha idéia pode ter suas falhas. Mesmo que eu não consiga sequer imaginar alguma (afinal, estou convicta dela!).
E se minha idéia tem a capacidade de ter falhas, é porque aquela idéia antagônica à minha tem a capacidade de ter acertos.
E isso é respeito!
Jesus veio nos dizer que a coisa mais importante dessa vida é amar o próximo.
Amar a cada ser humano que está passando por essa terra.
“Ser cristão” não exige absolutamente nada a mais do que isso!
E como bons cristãos, não podemos nunca, em nosso interior, ter a certeza, por exemplo, de que as outras religiões estão erradas em suas maneiras de conhecer, cultuar, e viver Deus!
***
Deus abençoe a vocês todos meus amigos!
Senhor,
Que a paz e o amor reinem em nossas vidas!
Que possamos nos desprender de qualquer traço egoísta e egocêntrico!
Que possamos sempre desejar, do fundo do coração, a felicidade do outro!
Que possamos, Senhor, respeitar! Sempre!
Amém!
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Deixar o "mundo" para renascer em Cristo
Esta aí algo que eu julgo importantíssimo admitir: somos feitos de matéria (carne), o mundo no qual vivemos é feito de matéria, o “plano” no qual vivemos é essencialmente material e, por mais que tenhamos recebido a imensa benção de Deus de poder vislumbrar o que está além disso tudo, o que não é material, temos que admitir que até mesmo a nossa consciência, por onde Deus se revela tanto à gente, só funciona por processos materiais em nossos cérebros (também materiais...).
Não quero com isso de forma alguma exaltar aqui o conceito bíblico de “carne”.
Por favor, estamos em outro nível...
Quando João em sua primeira carta diz: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.” (1Jo2:15), espero que fique claro para todos que essas palavras são figurativas e significam as vontades mais instintivas do homem diante de uma sociedade decadente em seus valores éticos e morais.
Na conjuntura de então, quando se havia perdido qualquer referência moral entre os homens, era preciso uma mudança de vida e que essa mudança fosse radical!
De tal maneira que era cabível a idéia de “se livrar” por completo de sua vida – simbolizada pelo “mundo”- para “renascer em Cristo” como o próprio João ensinou.
Hoje, ainda muitos seguem uma vida onde a mudança deve ser radical para se atingir o verdadeiro cristianismo. Os valores éticos e morais que permeiam sua criação são egocêntricos, desprovidos de compaixão e de amor ao próximo.
Não se anda em uníssono com Deus quando não se tem um verdadeiro amor ao próximo.
Se a família dessas pessoas não lhes deu essa base, a Igreja pode ser a comunidade que os acolherá e os fará provar do amor de Cristo. Têm uma segunda chance: a de renascer em Cristo!
Isso é algo maravilhoso e muito frutífero para a sociedade, para a vida e, principalmente, para essas próprias pessoas.
É perceptível, no entanto, que da maneira que isso vem sendo feito, há efeitos colaterais que eu julgo nocivos.
É muito claro o processo de “guetificação” que ocorre nas igrejas.
É ótimo conviver em comunidade com pessoas que compactuam dos mesmos valores que os seus e é natural que você queira optar por passar seu tempo com eles.
Até aí tudo está ótimo!
Mas nessa convivência começa a se estabelecer um abismo enorme entre a comunidade e o resto do mundo!
“Quando eu era do mundo...” não cessam de dizer os convertidos. E aí não poupam insultos ao “mundo”, como se a comunidade cristã estivesse numa outra dimensão.
Se a vida antes da igreja não conservou para essas pessoas boas lembranças, não é motivo para maldizer toda a estrutura social da qual eles são parte!
É claro que eu entendo que a expressão “do mundo” é simbólica.
Mas uma das premissas da simbologia é que deve se manter a consciência do seu caráter simbólico. Se o símbolo virar referência de realidade, estamos limitando a realidade ao curto horizonte do símbolo.
O pastor Ricardo Gondim diz em um de seus artigos:
“Os evangélicos ainda mantêm uma idéia preconceituosa sobre os efeitos do pecado na raça humana. Acredita-se que as pessoas são tão pecadoras que se deve manter distância dos “incrédulos”. Com essa visão de mundo, os crentes são inclinados a viver em guetos, e a grande missão da igreja resume-se em tirar gente do mundo e trazê-las para dentro das igrejas, único ambiente que se acredita pura na face da Terra. Essa visão descarta a compreensão de que, mesmo caídos, os homens ainda conservam a imagem de Deus. Significa que as pessoas que ainda não se converteram a Cristo, mesmo contaminadas pelo pecado, elas têm uma dignidade ímpar e podem ser honradas. Por isso, mesmo sem ser cristãos, médicos, juizes, escritores, poetas, músicos, políticos e policiais podem ter comportamentos e atitudes que são nobres e merecem a atenção de todos, inclusive dos crentes.”
Gosto muito dessas considerações do pastor Ricardo Gondim.
Os evangélicos tendem a entrar num rígido esquema maniqueísta e estão pouco preocupados com a essência das pessoas que não se declararem parte da comunidade evangélica.
O primeiro critério de julgamento é “é de Deus?” no sentido de “é evangélico?” porque já se for católico não vale.
Só se preocupam com elas enxergando seu potencial de se converter.
Só a partir daí é que passam a analisar a pessoa pelos seus valores.
Mas e Gandhi?!! Meu Deus do céu!!!
Gandhi era hinduísta e quem nos dera os “cristãos” que povoam nossas igrejas fossem tão cristãos como Gandhi o foi!
Está na hora de nos concentrarmos na mensagem de Deus!
E vos digo o seguinte: a mensagem de Deus trata exclusivamente de valores!!!
São os valores de Deus que Jesus veio nos trazer!
O que importa para o Pai é que sejamos imbuídos em nosso íntimo dos valores do amor, da bondade, da compaixão...
É, sobretudo, amar ao próximo! Amar incondicionalmente ao próximo assim como nosso Pai nos ama!
É andar pela rua em pleno centro da cidade e olhar para as centenas de pessoas que desfilam na sua frente como você olha para o seu irmão em casa, que você ama tanto.
Seja pobre, seja rico, seja feio, seja lindo, seja negro, seja amarelo, seja albino... Seja espírita, seja do candomblé, seja ateu... São nossos irmãos ora!!!!
Todos eles passam por momentos de tristeza, momentos de alegria, momentos de dúvidas...
Se, ao conhecermos eles, sentimos que falta amor em suas vidas, falemos a eles de Jesus!
Mas nos orgulhemos da capacidade de amor que essas pessoas, sendo da igreja ou não, têm!
Meu Deus do céu!!! Quanta segregação!!!
Evangélicos com discursos lindos sobre amor e respeito ao próximo mas que na hora de aceitar as crenças do irmão são intransigentes ao extremo!
Você quer espalhar a palavra de Deus, a palavra de Cristo?
Fale de amor! Fale de amor! Fale de amor!
O amor que Cristo nos ensinou!
E não se espante ao encontrar uma platéia que, mesmo não sendo evangélica, entende muito do assunto.
Do “mundo”?
Pois bem... Sou do mundo sim! Vivo nele, me encontro com Deus nele, e compartilho a vida com meus irmãos (aqueles meus amigos da igreja, as centenas de pessoas na Cda. Da Boa Vista, os mendigos com quem bato papo às vezes, meus pais,...)
Afinal de contas, Deus criou o mundo! O mundo é obra Dele! Absolutamente todas as pessoas são obra Dele e Ele as ama profundamente.
Se Ele, Senhor dos senhores, Pai da terra, as ama incondicionalmente, quem sou eu para emitir qualquer tipo de julgamento contra eles?
Não quero com isso de forma alguma exaltar aqui o conceito bíblico de “carne”.
Por favor, estamos em outro nível...
Quando João em sua primeira carta diz: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.” (1Jo2:15), espero que fique claro para todos que essas palavras são figurativas e significam as vontades mais instintivas do homem diante de uma sociedade decadente em seus valores éticos e morais.
Na conjuntura de então, quando se havia perdido qualquer referência moral entre os homens, era preciso uma mudança de vida e que essa mudança fosse radical!
De tal maneira que era cabível a idéia de “se livrar” por completo de sua vida – simbolizada pelo “mundo”- para “renascer em Cristo” como o próprio João ensinou.
Hoje, ainda muitos seguem uma vida onde a mudança deve ser radical para se atingir o verdadeiro cristianismo. Os valores éticos e morais que permeiam sua criação são egocêntricos, desprovidos de compaixão e de amor ao próximo.
Não se anda em uníssono com Deus quando não se tem um verdadeiro amor ao próximo.
Se a família dessas pessoas não lhes deu essa base, a Igreja pode ser a comunidade que os acolherá e os fará provar do amor de Cristo. Têm uma segunda chance: a de renascer em Cristo!
Isso é algo maravilhoso e muito frutífero para a sociedade, para a vida e, principalmente, para essas próprias pessoas.
É perceptível, no entanto, que da maneira que isso vem sendo feito, há efeitos colaterais que eu julgo nocivos.
É muito claro o processo de “guetificação” que ocorre nas igrejas.
É ótimo conviver em comunidade com pessoas que compactuam dos mesmos valores que os seus e é natural que você queira optar por passar seu tempo com eles.
Até aí tudo está ótimo!
Mas nessa convivência começa a se estabelecer um abismo enorme entre a comunidade e o resto do mundo!
“Quando eu era do mundo...” não cessam de dizer os convertidos. E aí não poupam insultos ao “mundo”, como se a comunidade cristã estivesse numa outra dimensão.
Se a vida antes da igreja não conservou para essas pessoas boas lembranças, não é motivo para maldizer toda a estrutura social da qual eles são parte!
É claro que eu entendo que a expressão “do mundo” é simbólica.
Mas uma das premissas da simbologia é que deve se manter a consciência do seu caráter simbólico. Se o símbolo virar referência de realidade, estamos limitando a realidade ao curto horizonte do símbolo.
O pastor Ricardo Gondim diz em um de seus artigos:
“Os evangélicos ainda mantêm uma idéia preconceituosa sobre os efeitos do pecado na raça humana. Acredita-se que as pessoas são tão pecadoras que se deve manter distância dos “incrédulos”. Com essa visão de mundo, os crentes são inclinados a viver em guetos, e a grande missão da igreja resume-se em tirar gente do mundo e trazê-las para dentro das igrejas, único ambiente que se acredita pura na face da Terra. Essa visão descarta a compreensão de que, mesmo caídos, os homens ainda conservam a imagem de Deus. Significa que as pessoas que ainda não se converteram a Cristo, mesmo contaminadas pelo pecado, elas têm uma dignidade ímpar e podem ser honradas. Por isso, mesmo sem ser cristãos, médicos, juizes, escritores, poetas, músicos, políticos e policiais podem ter comportamentos e atitudes que são nobres e merecem a atenção de todos, inclusive dos crentes.”
Gosto muito dessas considerações do pastor Ricardo Gondim.
Os evangélicos tendem a entrar num rígido esquema maniqueísta e estão pouco preocupados com a essência das pessoas que não se declararem parte da comunidade evangélica.
O primeiro critério de julgamento é “é de Deus?” no sentido de “é evangélico?” porque já se for católico não vale.
Só se preocupam com elas enxergando seu potencial de se converter.
Só a partir daí é que passam a analisar a pessoa pelos seus valores.
Mas e Gandhi?!! Meu Deus do céu!!!
Gandhi era hinduísta e quem nos dera os “cristãos” que povoam nossas igrejas fossem tão cristãos como Gandhi o foi!
Está na hora de nos concentrarmos na mensagem de Deus!
E vos digo o seguinte: a mensagem de Deus trata exclusivamente de valores!!!
São os valores de Deus que Jesus veio nos trazer!
O que importa para o Pai é que sejamos imbuídos em nosso íntimo dos valores do amor, da bondade, da compaixão...
É, sobretudo, amar ao próximo! Amar incondicionalmente ao próximo assim como nosso Pai nos ama!
É andar pela rua em pleno centro da cidade e olhar para as centenas de pessoas que desfilam na sua frente como você olha para o seu irmão em casa, que você ama tanto.
Seja pobre, seja rico, seja feio, seja lindo, seja negro, seja amarelo, seja albino... Seja espírita, seja do candomblé, seja ateu... São nossos irmãos ora!!!!
Todos eles passam por momentos de tristeza, momentos de alegria, momentos de dúvidas...
Se, ao conhecermos eles, sentimos que falta amor em suas vidas, falemos a eles de Jesus!
Mas nos orgulhemos da capacidade de amor que essas pessoas, sendo da igreja ou não, têm!
Meu Deus do céu!!! Quanta segregação!!!
Evangélicos com discursos lindos sobre amor e respeito ao próximo mas que na hora de aceitar as crenças do irmão são intransigentes ao extremo!
Você quer espalhar a palavra de Deus, a palavra de Cristo?
Fale de amor! Fale de amor! Fale de amor!
O amor que Cristo nos ensinou!
E não se espante ao encontrar uma platéia que, mesmo não sendo evangélica, entende muito do assunto.
Do “mundo”?
Pois bem... Sou do mundo sim! Vivo nele, me encontro com Deus nele, e compartilho a vida com meus irmãos (aqueles meus amigos da igreja, as centenas de pessoas na Cda. Da Boa Vista, os mendigos com quem bato papo às vezes, meus pais,...)
Afinal de contas, Deus criou o mundo! O mundo é obra Dele! Absolutamente todas as pessoas são obra Dele e Ele as ama profundamente.
Se Ele, Senhor dos senhores, Pai da terra, as ama incondicionalmente, quem sou eu para emitir qualquer tipo de julgamento contra eles?
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Questionamento muito geral sobre as religiões
Tenho trocado e-mails com amigos meus sobre a minha recente conversão.
Muitos têm estranhado essa minha mudança drástica.
Como disse um amigo meu: "foi grande a surpresa que eu tive (e acredito que todos tivemos) ao saber da sua conversão. Isso se deu porque a idéia que tínhamos de ti era a de uma pessoa que buscava exaustivamente explicações sobre tudo. Crítico insistente de qualquer idéia que não fosse submetida a horas de discussão e comprovações".
Pois é...
Mas vale salientar um detalhe: eu não mudei.
Continuo querendo discutir tudo e chegar às conclusões que me pareçam corretas, mesmo quando a conclusão é de que não há meios racionais de se explicar determinadas coisas, e aí, eu entrego a Deus.
Mas dentro dos limites da razão, estarei lá, exaustivamente buscando uma forma de justificar para mim mesmo a minha entrega emocional ao que está além disso tudo, ao que eu não vejo mas sinto tão forte em mim.
Afinal, não acredito que Deus tenha nos criado com essa capacidade imensa e complexa de raciocínio para que nos entreguemos a algo sem pensar. Tenho certeza que Deus se regozija com a genialidade de Einstein (que, vale lembrar, acreditava indubitavelmente Nele) e se deleita ao nos ver buscando Ele com toda nossa força intelectual por mais que isso torne a nossa entrega mais difícil e demorada.
Uma amiga minha disse que ia me emprestar um livro de um cientista que passou sua vida tentando provar a não-existência de Deus. Finalmente, ele desistiu e virou pastor! =)
kkk
Estou curiosíssimo para ler. Imagine o testemunho que um homem desse pode trazer a tantos céticos nesse mundo!
Enfim...
Recebi um e-mail de um amigo que me perguntava por que eu tinha entrado na religião em específico.
Isso porque eu lhe havia dito que já acreditava, antes da minha conversão, em algo superior, alguma força suprema que regesse tudo.
A pergunta dele foi: "Mas por que escolher essa religião em específico então?"'
Segue a minha resposta.
No entanto quero dizer antes que o que digo nessa resposta é a minha forma atual de perceber as coisas, é a forma pela qual consigo seguir na fé no meu estado de hoje.
Por idéias muito menos radicais pessoas foram declaradas hereges. Mas não estou preocupado com classificação religiosa.
Como eu falei no post passado: Quem busca Deus de verdade, encontra o Deus verdadeiro.
"Buscai-me de todo vosso coração e me encontrareis" (Dt 4:29)
E por isso afirmo: me encontrarei com Deus! Mesmo que eu chegue a conclusão de que para isso eu tenha que mudar drásticamente a minha maneira de ver as coisas.
Se alguém está convicto de algo absolutamente diferente de mim eu lhe digo que tenha paciência pois se no final das contas só há, como ele pensa, uma única maneira de entrar em comunhão com Deus, então terminarei com certeza aderindo a esta maneira.
Mas caso haja várias, quero lembrar O mandamento de Deus, aquilo que resume toda a Bíblia, aquilo que representa a essência do nosso Pai: Amai ao próximo assim como amam a si mesmo.
E "amar ao próximo" é "respeitar o próximo", inclusive suas escolhas e diferenças...
Segue então meus primeiros passos na fé:
PERGUNTA: Por que escolher essa religião em específico?
O que acontece é que antes disso tudo (minha conversão) eu aceitava a idéia de que havia de ter algo superior. Certo. Mas era uma consciência, ou uma "idéia", de algo superior exterior a mim mesmo. Não me preocupava com a essência do que seria essa "coisa" superior. Tinha a idéia de que esse ser superior estava muito alem da capacidade humana de entendimento. Afinal, como disse muito sabiamente o pastor Ricardo Gondim: "Deus escapa a capacidade de qualquer raciocínio humano". Isso me mantinha distante sequer de uma tentativa de aproximação de Deus.
Mas Gondim também diz: "Vale, sim, indagar a relação de Deus com a humanidade".
Eu acho essa frase genial!
Porque assume que a nossa percepção de Deus deve existir via nossa cultura, sendo o ser humano um ser essencialmente cultural.
O que seria a nossa percepção de Deus?
Seria tudo aquilo que nos coloca em contato com a essência da vida.
Quem teria a pretensão de afirmar que sua percepção da vida é a correta?
É no entanto o que as religiões pretendem. E por incrível que pareça, elas têm chegado a resultados que fazem sentido e têm efeitos concretos sobre a vida.
A Bíblia é enorme e conta muita coisa. No entanto, Jesus Cristo resumiu a Bíblia inteira em dois mandamentos: "Amai a Deus acima de todas as coisas" e "Amai ao próximo como amam a si mesmo". Para mim, esses dois mandamentos são um só na realidade. E ele resume todo o Livro Sagrado. O resto da Bíblia conta na realidade a história de um povo (o povo judeu e outros que foram influenciados pela sua cultura) em busca e em contato com essa essência suprema, a essência da vida.
E sabe o que é mais maravilhoso?
Se você for pesquisar as máximas de praticamente todas as principais religiões do mundo (cristianismo, judaísmo, budismo, hinduísmo) e até mesmo algumas religiões tribais do interior da África, você descobre que resumindo tudo se chega a mesma conclusão: Faça o bem para o outro. Aja com o outro assim como você gostaria que agissem com você.
Isso para mim revela a incontestabilidade da essência de Deus: o Amor.
É maravilhoso!
São os seres humanos pelo mundo inteiro, de culturas diferentes, conseguindo entrar em contato com a essência de Deus, com a essência da vida!
Não deixe que as pessoas lá da igreja me ouçam dizer isso mas: Acredito que Deus se revela das maneiras mais diferentes segundo as diferentes culturas. Não existe o Deus judaico, o Deus budista, o Deus cristão...
Deus é Deus e pronto.
Alguém ousaria afirmar que uma pessoa como Gandhi (hinduista) não tenha chegado a um nível de entendimento e compreensão do que é Deus e do que é a vida?
Mas então surge a pergunta: "Então... As crenças de uma determinada igreja/religião que se pretende a verdadeira em detrimento das outras é uma farsa!"
O fato de se achar a única verdadeira é algo que eu julgo errado. (embora absolutamente compreensível e talvez mesmo necessário! Em outro post abordarei isso de maneira mais profunda.)
Mas o fato de ter suas crenças especificas, diferentes das dos outros, não invalida seu contato com Deus pois somente dessa maneira o homem chega a Ele.
O homem é preso a sua cultura, se descobre como indivíduo em sua cultura e se desenvolve nela.
Nesse sentido, eu, Henrique, ser humano criado no contexto da cultura ocidental cristã só tenho como me identificar plenamente com Deus segunda a própria cultura da qual sou parte.
Seria difícil (embora não impossível) eu me entregar ao caminho de uma religião oriental pois iria muito de encontro a minha cultura e, por extensão, a mim mesmo.
Isso tudo pode nos dar a impressão de que é tudo muito relativo e largado.
Não é!
Eu decidi seguir a Bíblia pois nela repousa a experiência com Deus (a essência da vida) de todo um povo que está na base cultural da minha própria identidade.
No mundo de hoje, as coisas andam muito largadas. A globalização nos apresenta na vitrine as diversas religiões e suas crenças. Tomamos de uma e de outra o que nos agrada nelas, na maioria das vezes por tornarem muitas coisas mais fáceis.
No entanto, a incompatibilidade entre nossa cultura e praticas alheias é grande e resulta num desvio de nossa parte do caminho em direção à essência da vida.
Daí a necessidade de uma, vamos dizer assim, "disciplina religiosa".
E dependendo da cultura do país ou de uma região, ser mais radical ou não.
Na Europa, a sentido do cristianismo, do respeito e da atenção ao próximo é, de forma geral, mais desenvolvido que no Brasil, que sofre muito por falta de educação e de meios adequados de vida para a população de uma forma geral.
Daí, eu ouso especular que talvez, no Brasil, seja mais necessário um apelo religioso mais radical e rígido do que na Europa.
Isso é apenas uma especulação da minha parte. E quero lembro que estou falando de religião e não de Deus.
Deus é tudo, Deus é a vida, Deus é o amor e Ele está em nossas vidas, queremos ou não. Ele está em nós quando amamos, quando nos alegramos, quando simplesmente "sentimos"...
E isso está presente em todo ser humano, seja ele evangelizado ou não!
Já temos aqui uma leitura bem grandezinha...
Mas para terminar queria dar um exemplo:
O sistema informático é todo baseado no esquema binário. Para o computador tudo se resumo a 1 ou 0. Nos não temos condições de usar e tornar útil um computador pela interpretação direta do sistema binário. Surgem então os softwares! Ou seja: a interface! Para que você possa usar o computador!
O computador sem interface não faz sentido para nos.
Todos nós humanos precisamos de uma interface de Deus para podermos entrar em contato com Ele. Afinal de contas seria impossível tentar ter um contato puro com ele. "Ele não pode ser representado por imagem alguma porque escapa a amplitude máxima dos raciocínios humanos" (palavras do pastor Ricardo Gondim)
Isso torna Ele menos real? De forma alguma!
O computador é uma farsa porque usamos ele pelo Windows e não numa interpretação direta dos 1 e dos 0?
De forma alguma!
É pelo Windows e pelos outros softwares que criamos programas complexos que interferem diretamente em nossas vidas.
O que não podemos é deixar de usar o computador.
---
É isso pessoal... Muitas dúvidas, muitas idéias malucas...
Estou crescendo no meu relacionamento com Deus e será Ele e apenas Ele que me mostrará no que estou certo ou no que não estou.
Caso Ele venha falar comigo e me diga: "Não, Henrique, só as pessoas que crêem na Bíblia chegam a mim! O resto não vale nada! Gandhi? Pfff... Um charlatão!"
Então deixarei de defender o que digo acima.
Até agora Ele não me disse nada. E olha que eu oro, oro... E nada Dele falar comigo sobre isso.
=P
---
Paizinho,
Obrigado por tudo, pela vida, pelas pessoas, pelos sentimentos, pela escolha... Por tudo!
Nos dê força, Paizinho, para fortalecermos nossa fé em ti, Senhor!
Faça de nós agentes da Tua palavra, Senhor
Nos ajude a fazer viver Jesus em nós, Senhor
Nos ajude a andar em uníssono com a tua vontade, Pai, segundo a sua essência.
Obrigado, Pai.
Amém
Muitos têm estranhado essa minha mudança drástica.
Como disse um amigo meu: "foi grande a surpresa que eu tive (e acredito que todos tivemos) ao saber da sua conversão. Isso se deu porque a idéia que tínhamos de ti era a de uma pessoa que buscava exaustivamente explicações sobre tudo. Crítico insistente de qualquer idéia que não fosse submetida a horas de discussão e comprovações".
Pois é...
Mas vale salientar um detalhe: eu não mudei.
Continuo querendo discutir tudo e chegar às conclusões que me pareçam corretas, mesmo quando a conclusão é de que não há meios racionais de se explicar determinadas coisas, e aí, eu entrego a Deus.
Mas dentro dos limites da razão, estarei lá, exaustivamente buscando uma forma de justificar para mim mesmo a minha entrega emocional ao que está além disso tudo, ao que eu não vejo mas sinto tão forte em mim.
Afinal, não acredito que Deus tenha nos criado com essa capacidade imensa e complexa de raciocínio para que nos entreguemos a algo sem pensar. Tenho certeza que Deus se regozija com a genialidade de Einstein (que, vale lembrar, acreditava indubitavelmente Nele) e se deleita ao nos ver buscando Ele com toda nossa força intelectual por mais que isso torne a nossa entrega mais difícil e demorada.
Uma amiga minha disse que ia me emprestar um livro de um cientista que passou sua vida tentando provar a não-existência de Deus. Finalmente, ele desistiu e virou pastor! =)
kkk
Estou curiosíssimo para ler. Imagine o testemunho que um homem desse pode trazer a tantos céticos nesse mundo!
Enfim...
Recebi um e-mail de um amigo que me perguntava por que eu tinha entrado na religião em específico.
Isso porque eu lhe havia dito que já acreditava, antes da minha conversão, em algo superior, alguma força suprema que regesse tudo.
A pergunta dele foi: "Mas por que escolher essa religião em específico então?"'
Segue a minha resposta.
No entanto quero dizer antes que o que digo nessa resposta é a minha forma atual de perceber as coisas, é a forma pela qual consigo seguir na fé no meu estado de hoje.
Por idéias muito menos radicais pessoas foram declaradas hereges. Mas não estou preocupado com classificação religiosa.
Como eu falei no post passado: Quem busca Deus de verdade, encontra o Deus verdadeiro.
"Buscai-me de todo vosso coração e me encontrareis" (Dt 4:29)
E por isso afirmo: me encontrarei com Deus! Mesmo que eu chegue a conclusão de que para isso eu tenha que mudar drásticamente a minha maneira de ver as coisas.
Se alguém está convicto de algo absolutamente diferente de mim eu lhe digo que tenha paciência pois se no final das contas só há, como ele pensa, uma única maneira de entrar em comunhão com Deus, então terminarei com certeza aderindo a esta maneira.
Mas caso haja várias, quero lembrar O mandamento de Deus, aquilo que resume toda a Bíblia, aquilo que representa a essência do nosso Pai: Amai ao próximo assim como amam a si mesmo.
E "amar ao próximo" é "respeitar o próximo", inclusive suas escolhas e diferenças...
Segue então meus primeiros passos na fé:
PERGUNTA: Por que escolher essa religião em específico?
O que acontece é que antes disso tudo (minha conversão) eu aceitava a idéia de que havia de ter algo superior. Certo. Mas era uma consciência, ou uma "idéia", de algo superior exterior a mim mesmo. Não me preocupava com a essência do que seria essa "coisa" superior. Tinha a idéia de que esse ser superior estava muito alem da capacidade humana de entendimento. Afinal, como disse muito sabiamente o pastor Ricardo Gondim: "Deus escapa a capacidade de qualquer raciocínio humano". Isso me mantinha distante sequer de uma tentativa de aproximação de Deus.
Mas Gondim também diz: "Vale, sim, indagar a relação de Deus com a humanidade".
Eu acho essa frase genial!
Porque assume que a nossa percepção de Deus deve existir via nossa cultura, sendo o ser humano um ser essencialmente cultural.
O que seria a nossa percepção de Deus?
Seria tudo aquilo que nos coloca em contato com a essência da vida.
Quem teria a pretensão de afirmar que sua percepção da vida é a correta?
É no entanto o que as religiões pretendem. E por incrível que pareça, elas têm chegado a resultados que fazem sentido e têm efeitos concretos sobre a vida.
A Bíblia é enorme e conta muita coisa. No entanto, Jesus Cristo resumiu a Bíblia inteira em dois mandamentos: "Amai a Deus acima de todas as coisas" e "Amai ao próximo como amam a si mesmo". Para mim, esses dois mandamentos são um só na realidade. E ele resume todo o Livro Sagrado. O resto da Bíblia conta na realidade a história de um povo (o povo judeu e outros que foram influenciados pela sua cultura) em busca e em contato com essa essência suprema, a essência da vida.
E sabe o que é mais maravilhoso?
Se você for pesquisar as máximas de praticamente todas as principais religiões do mundo (cristianismo, judaísmo, budismo, hinduísmo) e até mesmo algumas religiões tribais do interior da África, você descobre que resumindo tudo se chega a mesma conclusão: Faça o bem para o outro. Aja com o outro assim como você gostaria que agissem com você.
Isso para mim revela a incontestabilidade da essência de Deus: o Amor.
É maravilhoso!
São os seres humanos pelo mundo inteiro, de culturas diferentes, conseguindo entrar em contato com a essência de Deus, com a essência da vida!
Não deixe que as pessoas lá da igreja me ouçam dizer isso mas: Acredito que Deus se revela das maneiras mais diferentes segundo as diferentes culturas. Não existe o Deus judaico, o Deus budista, o Deus cristão...
Deus é Deus e pronto.
Alguém ousaria afirmar que uma pessoa como Gandhi (hinduista) não tenha chegado a um nível de entendimento e compreensão do que é Deus e do que é a vida?
Mas então surge a pergunta: "Então... As crenças de uma determinada igreja/religião que se pretende a verdadeira em detrimento das outras é uma farsa!"
O fato de se achar a única verdadeira é algo que eu julgo errado. (embora absolutamente compreensível e talvez mesmo necessário! Em outro post abordarei isso de maneira mais profunda.)
Mas o fato de ter suas crenças especificas, diferentes das dos outros, não invalida seu contato com Deus pois somente dessa maneira o homem chega a Ele.
O homem é preso a sua cultura, se descobre como indivíduo em sua cultura e se desenvolve nela.
Nesse sentido, eu, Henrique, ser humano criado no contexto da cultura ocidental cristã só tenho como me identificar plenamente com Deus segunda a própria cultura da qual sou parte.
Seria difícil (embora não impossível) eu me entregar ao caminho de uma religião oriental pois iria muito de encontro a minha cultura e, por extensão, a mim mesmo.
Isso tudo pode nos dar a impressão de que é tudo muito relativo e largado.
Não é!
Eu decidi seguir a Bíblia pois nela repousa a experiência com Deus (a essência da vida) de todo um povo que está na base cultural da minha própria identidade.
No mundo de hoje, as coisas andam muito largadas. A globalização nos apresenta na vitrine as diversas religiões e suas crenças. Tomamos de uma e de outra o que nos agrada nelas, na maioria das vezes por tornarem muitas coisas mais fáceis.
No entanto, a incompatibilidade entre nossa cultura e praticas alheias é grande e resulta num desvio de nossa parte do caminho em direção à essência da vida.
Daí a necessidade de uma, vamos dizer assim, "disciplina religiosa".
E dependendo da cultura do país ou de uma região, ser mais radical ou não.
Na Europa, a sentido do cristianismo, do respeito e da atenção ao próximo é, de forma geral, mais desenvolvido que no Brasil, que sofre muito por falta de educação e de meios adequados de vida para a população de uma forma geral.
Daí, eu ouso especular que talvez, no Brasil, seja mais necessário um apelo religioso mais radical e rígido do que na Europa.
Isso é apenas uma especulação da minha parte. E quero lembro que estou falando de religião e não de Deus.
Deus é tudo, Deus é a vida, Deus é o amor e Ele está em nossas vidas, queremos ou não. Ele está em nós quando amamos, quando nos alegramos, quando simplesmente "sentimos"...
E isso está presente em todo ser humano, seja ele evangelizado ou não!
Já temos aqui uma leitura bem grandezinha...
Mas para terminar queria dar um exemplo:
O sistema informático é todo baseado no esquema binário. Para o computador tudo se resumo a 1 ou 0. Nos não temos condições de usar e tornar útil um computador pela interpretação direta do sistema binário. Surgem então os softwares! Ou seja: a interface! Para que você possa usar o computador!
O computador sem interface não faz sentido para nos.
Todos nós humanos precisamos de uma interface de Deus para podermos entrar em contato com Ele. Afinal de contas seria impossível tentar ter um contato puro com ele. "Ele não pode ser representado por imagem alguma porque escapa a amplitude máxima dos raciocínios humanos" (palavras do pastor Ricardo Gondim)
Isso torna Ele menos real? De forma alguma!
O computador é uma farsa porque usamos ele pelo Windows e não numa interpretação direta dos 1 e dos 0?
De forma alguma!
É pelo Windows e pelos outros softwares que criamos programas complexos que interferem diretamente em nossas vidas.
O que não podemos é deixar de usar o computador.
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É isso pessoal... Muitas dúvidas, muitas idéias malucas...
Estou crescendo no meu relacionamento com Deus e será Ele e apenas Ele que me mostrará no que estou certo ou no que não estou.
Caso Ele venha falar comigo e me diga: "Não, Henrique, só as pessoas que crêem na Bíblia chegam a mim! O resto não vale nada! Gandhi? Pfff... Um charlatão!"
Então deixarei de defender o que digo acima.
Até agora Ele não me disse nada. E olha que eu oro, oro... E nada Dele falar comigo sobre isso.
=P
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Paizinho,
Obrigado por tudo, pela vida, pelas pessoas, pelos sentimentos, pela escolha... Por tudo!
Nos dê força, Paizinho, para fortalecermos nossa fé em ti, Senhor!
Faça de nós agentes da Tua palavra, Senhor
Nos ajude a fazer viver Jesus em nós, Senhor
Nos ajude a andar em uníssono com a tua vontade, Pai, segundo a sua essência.
Obrigado, Pai.
Amém
Pra começo de conversa...
"Buscai-me de todo vosso coração e me encontrareis" (Dt 4:29)
Acredito nisso.
Estou no começo da minha caminhada na fé e são muitos os choques entre minhas visões e as das pessoas da igreja.
Mas acredito na citação que está acima.
Quem busca Deus de verdade, encontra o Deus verdadeiro.
Chegará o dia em que, ou minhas opiniões estarão moldadas às das pessoas da igreja, pois a verdade inquestionável que eles sustentam terá chegado a mim, ou serei para mim mesmo a prova viva de que se pode chegar a Deus de outra forma da que se prega nos púpitos.
Por enquanto, busco...
Acredito nisso.
Estou no começo da minha caminhada na fé e são muitos os choques entre minhas visões e as das pessoas da igreja.
Mas acredito na citação que está acima.
Quem busca Deus de verdade, encontra o Deus verdadeiro.
Chegará o dia em que, ou minhas opiniões estarão moldadas às das pessoas da igreja, pois a verdade inquestionável que eles sustentam terá chegado a mim, ou serei para mim mesmo a prova viva de que se pode chegar a Deus de outra forma da que se prega nos púpitos.
Por enquanto, busco...
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